• Durante este período, foram detetados 372.602 ataques de ransomware e 17% destinavam-se a empresas. O número de variantes deste malware cresceu 14%
  • As três principais famílias de ransomware detetadas foram: Teslacrypt (58,4%), CTB-Locker (23,5%) e Cryptowall (3,4%). Propagam-se principalmente através de mensagens de spam com ficheiros anexos ou links para páginas web infetadas
  • 44,5 por cento dos utilizadores enfrentaram uma ameaça maliciosa pelo menos uma vez, o que representa um aumento de 0,8 pontos percentuais face ao Q4 de 2015
  • Foram descobertos 4.146 novos Trojans móveis, 1,7 vezes mais que no trimestre anterior. Além disso, o número de Trojans SMS detetados continua a crescer
  • Outra tendência é o ransomware-as-a-service como modelo de negócio (RAAS), em que os cibercriminosos pagam uma quota pela propagação de malware e prometem uma percentagem do resgate pago
Hacker typing on a laptop
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No primeiro trimestre de 2016, as notícias sobre ransomware superaram as de ataques APT. De acordo com o último Relatório de Malware da Kaspersky Lab, os analistas detetaram 2.900 novas variantes de malware durante o primeiro trimestre do ano, mais 14% que no trimestre anterior. As bases de dados da Kaspersky Lab agora incluem cerca de 15.000 variantes de ransomware e o número continua a crescer.

Neste período, as soluções de segurança da Kaspersky Lab detetaram 372.602 ataques de ransomware, dos quais 17% tinha as empresas como alvo. O número de utilizadores atacados aumentou 30% em comparação com o último trimestre de 2015.

De acordo com a Kaspersky Lab, as três principais famílias de ransomware detetadas neste período foram: Teslacrypt (58,4%), CTB-Locker (23,5%), e Cryptowall (3,4%). As três propagam-se principalmente através de mensagens de spam com ficheiros anexos maliciosos ou links para páginas web infetadas.

Outra ameaça muito popular e difundida no Q1 de 2016 foi Locky. Os produtos da Kaspersky Lab detetaram tentativas de infeção a utilizadores com este Trojan em 114 países, e em princípios de maio de 2016 ainda permanecia ativo. Outro ransomware popular és o chamado Petya, interessante do ponto de vista técnico devido à sua capacidade de não só encriptar os dados armazenados no equipamento, como também de sobrescrever o registo mestre de arranque da unidade de disco rígido (MBR), deixando os equipamentos infetados incapazes de arrancar o sistema operativo.

Uma das razões pelas quais o ransomware se popularizou é a simplicidade do modelo de negócio utilizado pelos cibercriminosos. Assim que o ransomware se introduz no sistema dos utilizadores, apenas se conseguem desfazer dele sem perder os dados pessoais se pagarem. Além disso, o pedido de resgate em bitcoins faz com que o processo de pagamento anónimo seja atrativo para os cibercriminosos. Outra tendência perigosa é o ransomware-as-a-service como modelo de negócio (RAAS), em que os cibercriminosos pagam uma quota pela propagação de malware e prometem uma percentagem do resgate pago pelo utilizador infetado“, conta Aleks Gostev, analista da Kaspersky Lab.

De acordo com os dados da Kaspersky Security Network, o panorama do malware no primeiro trimestre de 2016 foi o seguinte:

  • Os produtos da Kaspersky Lab bloquearam um total de 228 milhões de ataques maliciosos nos computadores e dispositivos móveis.
  • 21,2% dos utilizadores da Internet enfrentaram a ataques baseados em Web pelo menos uma vez, menos 1,5 pontos percentuais menos que no Q4 de 2015.
  • 44,5% dos utilizadores depararam-se com uma ameaça maliciosa pelo menos uma vez, o mais 0,8 pontos percentuais que no Q4 de 2015.
  • As soluções da Kaspersky Lab evitaram 459.970 tentativas (menos 23%) de os cibercriminosos acederem aos serviços bancários online dos utilizadores para roubar o seu dinheiro.
  • Os cibercriminosos continuaram a explorar vulnerabilidades no Adobe Flash Player, Internet Explorer e Java para propagar malware.

As principais ameaças informáticas móveis no primeiro trimestre foram:

  • O volume dos programas publicitários para as ameaças móveis globais no Q1 é de 42,7%, pelo que o adware móvel aparece como líder. Foi observado um aumento de 13 pontos percentuais face trimestre anterior.
  • Foram detetados 4.146 novos Trojans móveis, 1,7 vezes mais que no trimestre anterior.
  • O número de Trojans SMS detetados continua a aumentar.
  • O número de novos ransomwares móveis aumentou 1,4 vezes, passando dos 1.984 detetados no Q4 de 2015 para 2.895 no Q1 de 2016.
  • A China tornou-se no país mais atacado: 40 por cento dos utilizadores da Kaspersky Lab neste país enfrentaram ameaças móveis. Também nesta lista estão o Bangladesh (28%) e o Uzbequistão (21%). Por outro lado, os países mais seguros foram Taiwan (2,9%), Austrália (2,7%) e Japão (0,9%).

Links de utilidade: http://newsroom.kaspersky.eu/pt/home/

Fonte: Kaspersky Labs Ibéria e ADDING VALUE

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