O que é o Gemini no Chrome

Gemini in Chrome” é a integração direta do assistente Gemini no próprio navegador, através de um ícone e de atalhos de teclado que permitem falar com a IA sobre a página aberta. A ideia é que o utilizador consiga obter resumos, explicações, respostas a perguntas e até ajuda para redigir textos sem sair do site em que está.

Na prática, o Gemini passa a funcionar como um painel lateral inteligente: você pode perguntar “explica este artigo”, “faz um resumo com bullets”, “compara estas duas páginas” ou “gera uma resposta para este email” usando o conteúdo que já está no ecrã. A Google também começou a testar funções de “auto browse”, em que a IA segue links e interage com páginas para executar pequenas tarefas, ainda em modo de pré‑visualização.

Onde está disponível e quando chega à Europa

De forma oficial, a Google indica que o Gemini no Chrome está a ser lançado em Chrome para Windows, MacOS e Chromebook Plus, em inglês, e com disponibilidade inicial nos EUA. Para administradores Google Workspace, a própria documentação deixa claro: o lançamento começa em Mac e Windows, para maiores de 18 anos, em inglês, “nos EUA apenas”.

Enquanto isso, utilizadores na Europa confirmam que o ícone e a integração profunda simplesmente não aparecem no Chrome, mesmo depois de mudar idioma, região ou usar VPN. Em fóruns, a ausência na União Europeia é associada a exigências do Digital Markets Act e a regras mais rigorosas de privacidade, o que obriga a Google a ser mais cautelosa antes de ativar um assistente tão integrado no navegador. Neste momento, não há qualquer data oficial anunciada para lançamento na Europa; tudo o que existe são promessas genéricas de expansão gradual para mais países e idiomas.

Para quem está em Portugal, o cenário é este:

  • Gemini web app (no site próprio) já está disponível em dezenas de idiomas e em mais de 200 países, incluindo países europeus.
  • A integração específica Gemini no Chrome, como vista em demonstrações e capturas de ecrã dos EUA, ainda não foi liberada na UE e não há data definida para que isso ocorra.

Experiência de uso: o que o Gemini acrescenta ao Chrome

A grande promessa do Gemini no Chrome é reduzir o atrito entre navegar e “pedir ajuda à IA”. Em vez de abrir outro separador para ir ao chat, o utilizador ativa o painel do Gemini e interage ali mesmo.

Alguns cenários típicos de uso:

  • Resumir um artigo longo ou um relatório técnico em poucos parágrafos ou bullets.
  • Pedir que explique termos técnicos ou jargão, adaptando a explicação ao nível de conhecimento do leitor.
  • Escrever um rascunho de email ou mensagem com base no texto selecionado na página.
  • Comparar informação aberta em várias abas (por exemplo, especificações de produtos, planos, preços).

Com o tempo, a Google está a adicionar capacidades mais automáticas, como o “auto browse”: o Gemini pode abrir páginas relacionadas, seguir links e recolher informações complementares, sempre com a confirmação do utilizador. É uma abordagem mais gradual do que a de agentes que tentam “tomar o volante” da navegação, mas já aponta para esse caminho.

Comparação com Atlas/ChatGPT e Comet/Perplexity

Quando colocamos o Gemini no Chrome ao lado de Atlas/ChatGPT e Comet/Perplexity, aparecem três perfis diferentes de “navegador com IA”.

Atlas com ChatGPT

O Atlas é um navegador para macOS (Apple Silicon, macOS 14.2+), construído à volta do ChatGPT. Ele oferece uma barra de chat integrada, uma sidebar para gerir conversas e comandos em linguagem natural para organizar separadores, pesquisar e obter ajuda contextual sobre a página aberta.

Do ponto de vista de custo:

  • O navegador Atlas é gratuito para download e utilização.
  • Para usar a IA, é obrigatório ter uma conta ChatGPT; sem conta, não há chat integrado.
  • As funcionalidades mais avançadas, como o “Agent mode”, requerem subscrições pagas (Plus, Pro ou Business).

Ou seja, qualquer utilizador com Mac compatível pode experimentar a integração de IA de forma gratuita, mas para tirar partido da automação mais avançada acaba por depender de uma conta paga.

Comet com Perplexity

O Comet, no ecossistema Perplexity, posiciona‑se mais como um “agente ativo” do que como um simples painel de resumo. Ele permite usar IA diretamente no browser para navegar, preencher formulários, comparar conteúdos entre múltiplas abas, resumir páginas, vídeos e PDFs, e até acionar comandos com voz.

No artigo “Da instalação ao servidor VPN: uma jornada com IA e Ubuntu Server“, do passado dia 09 de fevereiro de 2026, eu escrevo sobre uma jornada completa em que utilizo o Comet/Perplexity para instalar o Ubuntu Server, configurar Webmin, experimentar WireGuard e, por fim, montar um servidor OpenVPN funcional. A IA não se limita a explicar conceitos: ela ajuda a gerar comandos, interpretar mensagens de erro, ajustar permissões de ficheiros e, no final, se for solicitado, ainda produz uma documentação do processo seguido.

Em termos de acesso:

  • A Perplexity oferece um modo gratuito no navegador, que já permite usar a IA para consultas gerais e para interagir com páginas, mas com limites de uso e modelo.
  • A criação de conta melhora a experiência (histórico, personalização, mais contexto), e os planos pagos desbloqueiam modelos mais potentes e maior volume de utilização.
  • É possível fazer algumas interações sem conta, mas, para usar o Comet de forma consistente como “copiloto de browser”, na prática uma conta registada é altamente recomendável.
  • Planos pagos desbloqueiam modelos mais potentes, mais volume e capacidades avançadas.

Onde o Gemini no Chrome se encaixa

Comparando estes três cenários:

  • Integração e ecossistema
    • O Gemini no Chrome é especialmente interessante para quem vive no ecossistema Google: Gmail, Drive, Docs, Agenda, Voos, Maps. A IA entende melhor estes produtos e pode atuar em cima deles.
    • O Atlas é “ChatGPT‑first”: tudo é desenhado para tirar partido do modelo da OpenAI e dos recursos de agentes do ChatGPT.
    • O Comet/Perplexity é mais agnóstico: integra modelos diferentes e é muito forte quando o objetivo é explorar, pesquisar e executar tarefas complexas na web, como a configuração de servidores e serviços que o artigo descreve.
  • Disponibilidade geográfica e de plataforma
    • Gemini no Chrome: hoje, focado nos EUA, mesmo que o Chrome e o próprio Gemini existam globalmente; a integração de IA “embutida” ainda não chegou à UE.
    • Atlas/ChatGPT: disponível para macOS com Apple Silicon; outras plataformas estão em desenvolvimento, mas ainda não chegaram ao público.
    • Comet/Perplexity: acessível via navegador em múltiplas plataformas e já utilizável a partir da Europa, como demonstra o caso real do artigo com Ubuntu Server.
  • Conta registada e uso gratuito
    • Gemini no Chrome: exige conta Google para aceder ao Gemini; existe camada gratuita, mas com limites e possível diferenciação entre contas gratuitas e pagas nos recursos de IA.
    • Atlas/ChatGPT: o browser é gratuito, mas o chat só funciona autenticado numa conta ChatGPT; a maior parte das funcionalidades avançadas dependem de subscrição.
    • Comet/Perplexity: modo gratuito sem conta para uso leve, mas a experiência completa (incluindo agentes como o Comet, histórico e maiores limites) assenta numa conta Perplexity.

Para um leitor na Europa, o quadro atual é relativamente claro: se a prioridade é experimentar já uma navegação guiada por IA, Atlas (em Mac) e Comet/Perplexity (em vários sistemas) são caminhos imediatos; o Gemini no Chrome ainda é uma promessa em fase de testes concentrados nos EUA, sem data marcada para atravessar o Atlântico.

Escrito por: @alecs – Alecsander Pereira

* Este texto foi redigido e as imagens foram geradas com a ajuda da Inteligência Artificial ChatGPT.

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