{"id":2183,"date":"2013-10-16T23:33:10","date_gmt":"2013-10-16T22:33:10","guid":{"rendered":"http:\/\/meiobyte.com\/mb\/?p=2183"},"modified":"2013-10-16T23:34:04","modified_gmt":"2013-10-16T22:34:04","slug":"quatro-mitos-sobre-os-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/meiobyte.com\/mb\/quatro-mitos-sobre-os-dados\/","title":{"rendered":"Quatro mitos sobre os dados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8220;<\/span><span style=\"color: #ff6600;\">Pesquisadora da Microsoft diz que h\u00e1 uma ideia errada sobre os dados e, por isso, eles podem ser grande amea\u00e7a a todos n\u00f3s.<\/span>&#8220;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"http:\/\/meiobyte.com\/mb\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/idog1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2186\" title=\"idog\" src=\"http:\/\/meiobyte.com\/mb\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/idog1-271x300.jpg\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/meiobyte.com\/mb\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/idog1-271x300.jpg 271w, https:\/\/meiobyte.com\/mb\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/idog1.jpg 411w\" sizes=\"(max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/><\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Datal\u00e2ndia<\/span><\/strong>. Assim que a pesquisadora da Microsoft Kate Crawford chamou o mundo permeado por dados ao qual estamos cada vez mais pr\u00f3ximos, sobretudo com tend\u00eancias como Big Data e Internet das coisas, durante a confer\u00eancia do MIT Technology Review\u2019s Emerging Technologies em Cambridge, em Massachussets (EUA). Ela elencou quatro mitos sobre o mundo dos dados \u2013 e por qu\u00ea ela n\u00e3o quer viver na Datal\u00e2ndia.<br \/>\n<!--more--><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000;\">Mito n\u00famero 1:<\/span> <span style=\"color: #ff6600;\">Dados s\u00e3o objetivos<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kate introduz o que ela chama de \u201cfundamentalismo do Big Data\u201d dizendo \u201cfico preocupada quando eu escuto que a correla\u00e7\u00e3o de dados \u00e9 como causa-consequ\u00eancia, e com massivos data sets e an\u00e1lises preditivas n\u00f3s podemos obter mais ou menos uma verdade objetiva\u201d. Ela exemplifica com os dados do Twitter \u00e0 \u00e9poca do Furac\u00e3o Sandy. Eles sugeriam que a \u00e1rea mais atingida e com piores danos seria Manhattan, em Nova York, enquanto a cidade com os piores problemas n\u00e3o tinha dado nenhuma na plataforma porque l\u00e1 as pessoas n\u00e3o estavam tuitando. Sem energia, sem internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros dados web que se mostraram falsos foram as tend\u00eancias do Google sobre a gripe. Autoridades diziam que eles seriam um bom term\u00f4metro sobre epidemias, mas falharam feio neste ano, com aproximadamente o dobro de n\u00famero de v\u00edtimas do que as reportadas ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade norte-americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDados n\u00e3o s\u00e3o como recursos naturais. Dados s\u00e3o resultado do pensamento e criatividade humanos. Por isso, requerem uma enorme quantidade de cuidado e intelig\u00eancia sobre como n\u00f3s os usamos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Mito n\u00famero 2:<\/span> <span style=\"color: #ff6600;\">Dados n\u00e3o discriminam ningu\u00e9m<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDados n\u00e3o ignoram g\u00eanero, cor; profissionais do marketing os t\u00eam como uma melhor maneira de categorizar voc\u00ea\u201d, diz Kate. Ela mencionou um estudo da Universidade de Cambridge o qual descobriu que, apenas com o perfil de uma pessoa no Facebook e suas prefer\u00eancias, \u00e9 poss\u00edvel determinar com 95% de precis\u00e3o o g\u00eanero, etnia, religi\u00e3o e o uso de drogas ou \u00e1lcool de um indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao p\u00fablico, a pesquisadora levantou a quest\u00e3o sobre como dados t\u00e3o simples podem ser usados por ag\u00eancias, governos e outras organiza\u00e7\u00f5es para secretamente discriminar as pessoas. \u201c\u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o leg\u00edtima\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Mito n\u00famero 3:<\/span> <span style=\"color: #ff6600;\">Dados s\u00e3o excelentes equalizadores<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Negar um servi\u00e7o ou cobrar mais baseado na geografia \u00e9 ilegal no mundo real. No mundo virtual, supostamente mais ecum\u00eanico, isso acontece o tempo todo, em todo lugar. As companhias decidem quem tem ofertas especiais e quem n\u00e3o tem, baseando nos dados. Um artigo recente na Scientific American argumenta que os ricos veem uma outra internet, diferente das dos pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, Kate afirma que as empresas sequer precisam de dados para fazer isso. Elas podem olhar para a atividade social e online das pessoas e, com um gr\u00e1fico e modelos preditivos, decidem quem s\u00e3o as pessoas que interessam. Ela cita um exemplo recento no qual a Target seguiu as compras de uma adolescente e simplesmente concluiu que ela estava gr\u00e1vida. Assim, a varejista enviou cupons para itens relacionados \u00e0 gravidez a sua casa \u2013 mas a garota ainda n\u00e3o tinha contado \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse caso ao menos chegou ao p\u00fablico. \u201cNunca saberemos de verdade quais fatores s\u00e3o usados\u201d, diz Kate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Mito n\u00famero 4:<\/span> <span style=\"color: #ff6600;\">na internet, voc\u00ea \u00e9 an\u00f4nimo<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 talvez o cartoon mais conhecido na internet, mas est\u00e1 errado. Em 1993, Peter Steiner publicou na The New Yorker a imagem de dois cachorros por tr\u00e1s de um computador, para denotar que ningu\u00e9m que se relacionasse com eles online saberiam que eles eram cachorros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em parte, n\u00e3o d\u00e1 para ficar an\u00f4nimo online por conta dos smartphones. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o coletadas e vendidas pelas operadoras m\u00f3veis como Verizon e AT&amp;T, nos Estados Unidos. Os dados supostamente s\u00e3o an\u00f4nimos, mas Kate cita um estudo que revelou que s\u00e3o necess\u00e1rios apenas quatro pontos no espa\u00e7o para identificar a maior parte das pessoas. \u201cNossos caminhos s\u00e3o \u00fanicos e consistentes\u201d, aponta. \u201c\u00c9 extraordin\u00e1rio pensar como muitos desses dados s\u00e3o vendidos como \u2018an\u00f4nimos\u2019 enquanto carregam tantas coisas capazes de nos identificar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Pior<\/span> <span style=\"color: #000000;\">\u2013<\/span> <span style=\"color: #ff6600;\">h\u00e1 aplicativos que podem mapear nossos telefones, roubando informa\u00e7\u00f5es incluindo contatos familiares e de amigos<\/span><span style=\"color: #000000;\">.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Datal\u00e2ndia, h\u00e1 muita informa\u00e7\u00e3o classificada com IPI, sigla em ingl\u00eas para informa\u00e7\u00e3o pessoal identific\u00e1vel. \u201cPrecisamos de mais \u00e9tica nos dados\u201d, afirma Kate. \u201cA Datal\u00e2ndia est\u00e1 quase entre n\u00f3s. N\u00e3o podemos bancar um sistema sem opt out sobre coleta e uso de dados ou prote\u00e7\u00e3o para os cidad\u00e3os\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff6600;\">Fonte: Information Week<\/span><\/p>\n<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=https%3A%2F%2Fmeiobyte.com%2Fmb%2Fquatro-mitos-sobre-os-dados%2F&amp;t=Quatro%20mitos%20sobre%20os%20dados\" id=\"facebook_share_both_2183\" style=\"font-size:11px; line-height:13px; font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-decoration:none; padding:2px 0 0 20px; height:16px; background:url(http:\/\/b.static.ak.fbcdn.net\/images\/share\/facebook_share_icon.gif) no-repeat top left;\">Partilhe no Facebook<\/a>\n\t<script type=\"text\/javascript\">\n\t<!--\n\tvar button = document.getElementById('facebook_share_link_2183') || document.getElementById('facebook_share_icon_2183') || document.getElementById('facebook_share_both_2183') || document.getElementById('facebook_share_button_2183');\n\tif (button) {\n\t\tbutton.onclick = function(e) {\n\t\t\tvar url = this.href.replace(\/share\\.php\/, 'sharer.php');\n\t\t\twindow.open(url,'sharer','toolbar=0,status=0,width=626,height=436');\n\t\t\treturn false;\n\t\t}\n\t\n\t\tif (button.id === 'facebook_share_button_2183') {\n\t\t\tbutton.onmouseover = function(){\n\t\t\t\tthis.style.color='#fff';\n\t\t\t\tthis.style.borderColor = '#295582';\n\t\t\t\tthis.style.backgroundColor = '#3b5998';\n\t\t\t}\n\t\t\tbutton.onmouseout = function(){\n\t\t\t\tthis.style.color = '#3b5998';\n\t\t\t\tthis.style.borderColor = '#d8dfea';\n\t\t\t\tthis.style.backgroundColor = '#fff';\n\t\t\t}\n\t\t}\n\t}\n\t-->\n\t<\/script>\n\t<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Pesquisadora da Microsoft diz que h\u00e1 uma ideia errada sobre os dados e, por isso, eles podem ser grande amea\u00e7a a todos n\u00f3s.&#8220; Datal\u00e2ndia. 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